Dos caules
Um caule possue várias extensões. Muitas absorvem e outras sustentam.
A sustentação envolve diversos processos que são a base para a continuidade desses seres.
Ponto. O ponto não só termina: começa.
Dois pontos. É um, ou dois, passo/s para a soma de mais ideias e variáveis.
Como lidar com tantas composições? Como não se perder entre as mutiplicidades?
O desdobramento de camadas confunde os nossos sentimentos e muitas vezes
proporciona espaço vazios, lacunas que não podem e não devem ser preenchidas.
Você tem coragem de entrar?
Adorei este pontinho-onda! Esta proposta de camadas de percepções dobradas com bordas na realidade me atrai bastante. Quebra o tempo linear, pois o futuro pode estar lá onde nós o deixamos. E quando o resgatamos o presente já desdobrou-se em multiversos. Me lembra muito o poema de T. S. Elliot, que não canso de rever – e rever é um verbo tão mágico…:
I
O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.
O que podia ter sido é uma abstracção
Permanecendo possibilidade perpétua
Apenas num mundo de especulação.
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direcção à porta que nunca abrimos
Para o roseiral. As minhas palavres ecoam
Assim, no teu espirito.
Mas para quê
Perturbar a poeira numa taça de folhas de rosa
Não sei.
Outros ecos
Habitam o jardim. Vamos segui-los?
…