O dilúvio informacional e suas inter<>
A existência de diversos grupos e vários formatos de comunicação no mundo virtual gerou uma necessidade: mediação.
A mediação é uma forma de estabelecimento de alguns critérios para boa convivência, seja em listas ou comunidades diversas.
O mediador pode desenvolver vários tipos de mediação, tanto ativa ou em silêncio na rede, apenas conduzindo determinado grupo até seu objetivo, caoticamente quieto.
O desenvolvimento de uma comunidade resulta em algumas medidas que tem intuito de, não estarem ali apenas por uma boa convivência, mas sim com intuito de gerar um convívio construtivo de/entre alguns grupos.
Em uma lista de discussão, por exemplo, o mediador pode ser é responsável por chamar atenção de pessoas que se comportam de maneira incomoda, de impedir a entrada de algumas mensagens e, as vezes, de responder pela lista quando existe convite de algum evento ou palestra sobre aquele determinado assunto.
Existe também a produção de lixo informacional subjetivo que acontece nessas listas e comunidades e que o mediador fica responsavél por gerir, ou seja, ele é uma espécie de gestor da boa comunicação nesses meios.
Tudo isso é fruto da sociedade informacional criada com/pelos meios digitais, que produzem cada vez mais informação, conteúdo e documentação em diversos endereços.
A revolução agrícola, a revolução industrial e outras revoluções sempre geram novos tipos de formatos de comunicação necessários para que elas tenham vida e produzam saberes que são tocados por seus povos com seus saberes existentes.
A sociedade informacional tem como base esses saberes e podemos considerar que a do nosso tempo tem a internet como principal ferramenta, que possibilita a ampla comunicação entres diferentes povos, diferentes culturas em diferentes espaços.
Esse lugares se encontram em bases comuns, como as comunidades com gestores de conteúdo e listas de discussão, que podem ser listas de fomentos a trabalhos ou de outro tipo de conhecimento.
Essas sociedades tiveram sua ressonância ampliada com as tecnologias informacionais, que trouxeram novos paradigmas a partir de algumas facilidades, como a redução das diferenças entre troca ,local e a distância, e resultou em uma mudança social de larga escala.
Com esse barateamento de produção, processamento e distribuição de informações, a memória passou a ser alvo fácil do lixo informacional subjetivo.
As empresas utilizam essa facilidade para impregnar a mente daquele que está nesse meio e oprime a não-vontade de ter, a não-vontade de consumir e a não-vontade de ser mais um.
Quando menos percebemos já temos, compramos e somos parte daquilo que muitos lutaram contra durante decadas e que com o advento de novas plataformas tornou fácil conquistar agregados, clientes e inimigos.
Deixo a pergunta: cadê a mediação do lixo informacional subjetivo? Quantos mais é preciso resistir, mais fácil é cair, ou mais fácil é se tornar resistente.