O que incentiva a experimentação? (veias, curiosidade, vontade, artérias e códigos)
Linhas tênues que diferenciam o processo de cada espaço e envolvem diversos indivíduos, que circulam por várias dessas conexões, afinal as pessoas estão (as pessoas não são, elas estão).
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Objetivo:
produção de 04 registros ou micronarrativas (máximo de 10 min) a convite do Centro Cultural da Espanha tendo como pauta experiências de Laboratórios Experimentais no Brasil.
Felipe Fonseca, responsavél pela curadoria dos vídeos, convidou o Mutgamb para produzir os vídeos.

Ao invés de dividirmos em regiões, que era a ideial inicial, percebemos que seria mais interessante focar em espaços de forte atuação na cena de Labs: IP, no Rio de Janeiro e Glerm Soares, Lucida Sans e demais espaços que estão envolvidos, em Curitiba.

Tati Wells ficou responsavél pela produção do documentário sobre o IP e eu sobre a cena de Curitiba.
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Base para desenvolvimento do roteiro:

*Laboratórios Experimentais e Cultura Digital Brasileira;
*Espaços que unem pessoas, valorizam o processo de criação a liberdade de experimentação; *Espaços onde o processo de produção e experimentação em hardware e software é mais valorizado do que o produto. Aliás, aqui o produto deixa de ter a conotação de um objeto e passa a ser  instantes de efervescência de momentos de criação pautados por um grupo que se reúne com objetivo de disseminar novas formas de lidar com a tecnologia: amplificando a poética de seus sensores e modulando novas frequências a partir da ressignificação de objetos.

Eixos:
-Cultura Digital Brasileira,
-Experimentação;
-Poética da tecnologia;
-Formas de sobrevivência;
-A não alienação tecnologica;

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Saímos 10 de Janeiro, dia nublado em São Paulo e pegamos a estrada com uma seleção musical diversa e divertida.

Horário de saída: 12:00
Horário de chegada: 18:00

Voltamos para São Paulo no dia 15 de Janeiro.

Horário de Retorno: saímos de Curitiba às 21:00

Chegada: chegamos em São Paulo às 02:00

Da ressignificação:

Chegamos em Curitiba e fomos direto para Museu da Gravura, espaço em que estava acontecendo o Hacklab do Solar. Lá encontramos Glerm Soares, que nos mostrou o Toscolino e abriu as entranhas da programação do tal (visualizamos o patche) e nos explicou o que constituia o Toscolino: um controle joystick, que permite a manipulação de som pela pessoa que está com o mesmo em mãos.

Quem foi mesmo que disse que a cadeira foi feita só para sentar?

E foi essa essência que tentamos capturar durante as entrevistas: como se dá esse proceso inventivo e de subversão de objetos e conceitos, que torna a cena experimental Curitibana tão especial?

A busca:
Os elos que constituem e desenvolvem esses espaços em Curitiba circulam por vários grupos, o que enriquece a troca de conhecimento e potencialização do processo de surgimento de novas ideias.Por isso não chegamos lá com um roteiro fechado, e sim com o objetivo de des-formatar o estilo de construção de micro-documentários atual, e para isso meta-experimentamos no processo de montagem da linha de perguntas, entrevistados e espaços de filmagem.

A riqueza estava em como as coisas surgem, e não nos que elas se tornaram.

Chegamos com algumas perguntas base para conversar com cada entrevistado, mas elas eram modificadas de acordo com o teor e conteúdo que ia surgindo na conversa. Sinto a grande amplitude da gambiarra quando valorizamos os novos caminhos que são abertos durante a feitura de um projeto e nesse ponto elevamos ao máximo essa potência do processo desmistificado.

Nós quem? Desviando

Para mim uma das grandes experimentações do vídeo é convite que fiz para Marilia Rubio filmar e editar a narrativa. Alguém que tem uma linguagem e processo de criação bem diferente das linhas que sigo e das propostas que me envolvo. O objetivo desse envolvimento é o de oxigenação de elementos e ideias, já habitualizadas, e potencialização de novas linguagens. Fomos construíndo nossos processos a partir de nossos erros, acertos e soma de algoritimos que inventamos a cada momento, aproveitando tudo que existia ao redor para nossas ins-pirações e mesclando nossos olhares sobre circuitos e mundos. Às vezes dava certo, às vezes dava errado. A parte mais legal é quando dava errado: aí mora a riqueza das diferenças, que somadas criam algo quase que inédito, que só encontramos na lacuna da transversal que cada um tem intimamente.

Eles quem? Nadando nas profundezas sensoriais
Os entrevistados:
Patricia Valverde
Fernando Rosenbaum
Ana Gonzalez
Goto Newton
Glerm Soares
Simone Bittencourt

Teor da conversa:

As perguntas variaram bastante de pessoa para pessoa, mas existe uma linha que liga os momentos registrados, como a rede que existe em Curitiba, a questão de espaços de criação lúdica e tecnologica que tem curta duração fisica, mas longa em outros âmbitos, como listas de discussão, como fomentar esses espaços e a ocupação de espaços públicos como museus e espaços não governamentais. Afinal, como incentivar tudo isso?

E quando fica pronto?

Bom, agora vamos para uma nova fase da feitura do vídeo e a previsão de finalização é Fevereiro/2012

Links Interessantes:

Um caule possue várias extensões. Muitas absorvem e outras sustentam.

A sustentação envolve diversos processos que são a base para a continuidade desses seres.

Ponto. O ponto não só termina: começa.

Dois pontos. É um, ou dois, passo/s para a soma de mais ideias e variáveis.

Como lidar com tantas composições? Como não se perder entre as mutiplicidades?

O desdobramento de camadas confunde os nossos sentimentos e muitas vezes

proporciona espaço vazios, lacunas que não podem e não devem ser preenchidas.

Você tem coragem de entrar?

O Pré Fórum de Cultura Digital Paulista aconteceu entre os dia 16,17 e 18 de novembro. Teve a participação de 5 espaços, que juntos refletiram sobre pontos importantes relacionados a Cultura Digital, pontos de cultura e novas formas de atuação das politicas públicas voltadas para esse tipo de estrutura.

O primeiro dia começou com uma discussão sobre Cultura Digital, em que foi possível traçar uma linha do tempo da Cultura Digital e do Cultura Digital (fator muito importante que conduziu a discussão nos outros dias) para que pudesse ser visualizado os motivos que nos levaram aos caminhos que estamos seguindo agora.

Foi concluído que o objetivo é dar continuidade a ações que começaram a ser desenvolvidas há 10 anos atrás, por grupos como Metareciclagem, e são ligadas a temas como: colaboração, software livre, generosidade intelectual e compartilhamento.

Temos como base três eixos: educação, politica e articulação.

A ferramenta para o desenvolvimento dessas ações é apropriação (generosa, tecnologica e intelectual) por meio de incentivo e a partir do conceito e filosofia de cada espaço.

E será que o Fórum é realmente um espaço de potência para essas ações, ou elas precisam ser melhor discutidas antes em grupos menores para que faça sentido alguma tomada de decisões no fórum posteriormente?

Ou será que esse encontro não deveria ser o resultado de pequenos encontros que potencializariam as ações da rede , que teriam seu auge de troca de conhecimento, em vários sentidos, nesse encontro maior?

E  foram com essa dúvidas que o segundo momento do encontro teve inicio. Surgiram três ferramentas para fomentar a rede nesse dia:

- visitas de intercâmbio;

- encontros regionais;

- feira de trocas

>As visitas de intercâmbio são momentos em que alguém de um ponto vai até outro ponto e troca algum conhecimento especifico naquele dia.

>Os encontros regionais são encontros entre pontos daquela região, com um cronograma de atividades relacionadas a formação.

>A feira de troca é o encontro (tem como base os três eixos estabelecidos no primeiro dia do Pré Fórum) que  reúne os participantes dos encontros regionais e de outros espaços para troca e compartilhamento de afetos e produtos.

No terceiro dia foi apresentado o que foi discutido nos dias anteriores para a Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, e os próximos passos são:

- Envio de proposta detalhada de Formação e encontros para a Sec e coletivos de Cultura Digital;

- Marcar reunião entre os coletivos para apresentação da proposta;

- Marcar reunião com a Sec para apresentação de proposta alinhada com os outros espaços.

A existência de diversos grupos e vários formatos de comunicação no mundo virtual gerou uma necessidade: mediação.

A mediação é uma forma de estabelecimento de alguns critérios para boa convivência, seja em listas ou comunidades diversas.

O mediador pode desenvolver vários tipos de mediação, tanto ativa ou em silêncio na rede, apenas conduzindo determinado grupo até seu objetivo, caoticamente quieto.

O desenvolvimento de uma comunidade resulta em algumas medidas que tem intuito de, não estarem ali apenas por uma boa convivência, mas sim com intuito de gerar um convívio construtivo de/entre alguns grupos.

Em uma lista de discussão, por exemplo, o mediador pode ser é responsável por chamar atenção de pessoas que se comportam de maneira incomoda, de impedir a entrada de algumas mensagens e, as vezes, de responder pela lista quando existe convite de algum evento ou palestra sobre aquele determinado assunto.

Existe também a produção de lixo informacional subjetivo que acontece nessas listas e comunidades e que o mediador fica responsavél por gerir, ou seja, ele é uma espécie de gestor da boa comunicação nesses meios.

Tudo isso é fruto da sociedade informacional criada com/pelos meios digitais, que produzem cada vez mais informação, conteúdo e documentação em diversos endereços.

A revolução agrícola, a revolução industrial e outras revoluções sempre geram novos tipos de formatos de comunicação necessários para que elas tenham vida e produzam saberes que são tocados por seus povos com seus saberes existentes.

A sociedade informacional tem como base esses saberes e podemos considerar que a do nosso tempo tem a internet como principal ferramenta, que possibilita a ampla comunicação entres diferentes povos, diferentes culturas em diferentes espaços.

Esse lugares se encontram em bases comuns, como as comunidades com gestores de conteúdo e listas de discussão, que podem ser listas de fomentos a trabalhos ou de outro tipo de conhecimento.

Essas sociedades tiveram sua ressonância ampliada com as tecnologias informacionais, que trouxeram novos paradigmas a partir de algumas facilidades, como a redução das diferenças entre troca ,local e a distância, e resultou em uma mudança social de larga escala.

Com esse barateamento de produção, processamento e distribuição de informações, a memória passou a ser alvo fácil do lixo informacional subjetivo.

As empresas utilizam essa facilidade para impregnar a mente daquele que está nesse meio e oprime a não-vontade de ter, a não-vontade de consumir e a não-vontade de ser mais um.

Quando menos percebemos já temos, compramos e somos parte daquilo que muitos lutaram contra durante decadas e que com o advento de novas plataformas tornou fácil conquistar agregados, clientes e inimigos.

Deixo a pergunta: cadê a mediação do lixo informacional subjetivo? Quantos mais é preciso resistir, mais fácil é cair, ou mais fácil é se tornar resistente.

Construção e compartilhamento de saberes

O que um saco de arroz te diz?

Cada um tem várias respostas, mas aqui vamos falar sobre a relação que um saco de arroz pode ter com tradição.

A tradição cria elos entre os saberes de várias gerações e existem algumas formas de fomentar esses elos, como rodas de conversas e outras estruturas que possibilitam a troca de conhecimento.

Diversos conceitos espalhados por meio de todas as ações na Casa de Cultura Tainã, são fruto do encontro entre vários grupos em uma espaço em que também está acontecendo a construção de uma tenda de bambu, além de outras atividades. Na Quarta- feira, 26 de Outubro, os instrutores do Pontão Nós Digitais Renato Fabbri e Sília Moan, com Ângelo Benetti, fizeram a introdução a Softwares Livres com um grupo do Quilombo Jaó, que tinha foco em migrar 5 computadores para um sistema livre e aprender a manipular software livres gráficos.

É notável como a condução das atividades, que estão sempre abertas para a entrada de um novo elemento, proporciona uma costura com linhas que se encontram a cada alinhavada, sem a precisão de um roteiro que engessa a produção: na Pajelança as  linhas que estão em outras pontas tem a liberdade de  se entrelaçarem e fazer daquele momento uma riqueza com nós que se cruzam infindavelmente.

Por isso um saco de arroz pode significar sementes, construção e um convite para que todos sigam juntos nessa caminhada em luta pela liberdade de conhecimento, expressão e compartilhamento de conhecimento. E nos fazer perceber que podemos construir em harmonia com a natureza e outras comunidades, re-significando o processo de construção e seus elementos vitais, como alimento, força e fé.

+A Pajelança, que começou 24 de Outubro e vai até o dia 30 de Outubro, na Casa de Cultura Tainã, proporcionou a potencialização de algumas temáticas, como a relação entre tradiçãoxreligião por meio de rodas de conversa e também de outras temas que foram abordados em oficinas sobre Software Livre.

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